A temporada 2025/2026 foi amplamente marcante para o Futebol Clube de Famalicão. A equipa orientada por Hugo Oliveira entrou, por direito próprio, na história do clube tal o número de capítulos escritos que se constituíram novos recordes relativamente às participações na I Liga Portuguesa.
O mote começou a ser dado ainda no início da temporada. As quatro primeiras jornadas redundaram em 10 pontos em 12 possíveis, igualando o excelente arranque de 2019/2020. Esta retumbante série no começo do campeonato foi assente, em grande medida, na consistência defensiva, tendo em conta que a equipa não sofreu qualquer golo nas primeiras quatro rondas.
De recorde em recorde, a equipa viria a obter mais um marco histórico no decorrer da I Liga. Tal como o mister Hugo Oliveira tinha lançado no início da temporada, jogar no Municipal tornou-se ‘difícil’ para os adversários. A equipa famalicense acumulou triunfos nas receções consecutivas ao CD Tondela, AFS, Casa Pia AC, FC Arouca e CD Nacional, configurando a melhor série de sempre do clube a atuar na condição de visitado.
Nem o facto de ser a equipa mais jovem da I Liga (outro aspeto relevante desta temporada) fez com que os jogadores se sentissem ‘pressionados’ na reta final do campeonato, período no qual o calendário reservava jogos teoricamente complicados. A equipa demonstrou uma notável consistência e logrou terminar os últimos 12 jogos do campeonato sem qualquer tipo de derrota, num registo que permitiu igualar um feito obtido na longínqua temporada 1992/1993.
A qualidade de jogo apresentada pela equipa e que tantos elogios mereceu por parte da opinião especializada viria a espelhar-se na tabela. A premonição lançada pelo mister Hugo Oliveira ao longo de toda a temporada, nomeadamente em termos da justiça da classificação, confirmou-se. O Futebol Clube de Famalicão terminou a I Liga no 5.º lugar, o melhor de sempre do clube no patamar superior do futebol português. Os 56 pontos alcançados nas 34 jornadas resultaram na melhor pontuação da história do clube, perfazendo uma média de 1,65 pontos por jogo (o melhor registo).
Todos estes capítulos de glória catapultaram o clube para a fixação de novos recordes estatísticos. A equipa obteve o maior número de vitórias (15) e igualou o menor número de derrotas (8) numa edição do campeonato, numa performance suportada por uma admirável eficiência defensiva. O guarda-redes Lazar Carevic fechou a baliza em 17 das 34 rondas do campeonato (mais uma série histórica), tendo concluído a prova com apenas 29 golos sofridos, naquele que se configurou como o melhor registo de sempre do clube em termos defensivos.